Esse post é um agradecimento as pessoas citadas, consequentemente com alto teor de glicose que pode eventualmente escorrer do monitor.
Quando cheguei em Buenos Aires eu tinha a intenção de fazer um post pra cada dia da viagem, por isso o “Buenos Aires – day one”. Só que a viagem foi tão intensa que eu realmente não tive tempo e, admito, nem vontade de parar no computador pra blogar. Decidi seguir os conselhos do Zeca Pagodinho e deixar a vida me levar. E então ela me levou mesmo.
Buenos Aires é uma cidade linda com muita coisa pra se ver, monumentos, parques, lugares históricos, museus, etc. Eu já tinha ido pra lá em 2006 e tinha me apaixonado pela terra de Gardel e Evita Perón. Mas essa viagem foi diferente porque dessa vez o que eu descobri mais foram pessoas e, por ter ido sozinho, também me conheci melhor. Primeira viagem sem nenhum amigo dava um certo medo de ficar lá sete dias entediado, a ponto de que quando eu estava embarcando para lá cheguei a cogitar não ir mais por achar que seria chato. Mas continuei.
Por isso esse post é mais para falar dessas pessoas que conheci lá e fazer um breve resumo dos passeios. Devo começar logo de cara com essa que foi a mais parceira em Buenos Aires a mineira Renata, acho que se não fosse ela a viagem não teria sido tão divertida. Não sei se ela vai ler isso pois tem aversão a computadores e como ela mesmo diz, acessa email uma vez por ano(FREAK), mas mesmo assim obrigado sua doida.
Conheci a Renata no primeiro dia praticamente ao chegar ao Hostel e desde então foi só tosqueira e muita risada junto. Foi por conta dela eu conheci o paulista Marco que é uma FIGURAÇA assim com capslock mesmo, a Aline contadora mais designer que eu já conheci e com comprovado problema de défict de atenção e o israelense, estudante de medicina, Pavel.
Na verdade esse grupo já existia eu que entrei chutando a porta. Renata já tinha vindo de Mendoza onde conheceu os irmãos americanos Joe e Sam, de lá tinha ido pra Bariloche e chegado juntos ao Buenos Aires, e aqui abro um parenteses para falar dos meninos. Sempre fui meio reticente com americanos, porque sempre achei o povo meio mal educado. Essa impressão se desfez totalmente ao conhecer os irmãos Champine. Muitos papos com o Joe que já viajou o mundo e tem uma simplicidade incrível, com uma filosofia de não planejar muito as viagens he goes with the flow.
Sam já é mais piadista que o irmão e acompanhou a gente na balada mais nervosa no dia em que chegamos ao hostel as oito da manhã. Os meninos acabaram saindo do hostel e alugaram um apartamento em Buenos, pois ainda ficam mais dois meses lá e no dia seguinte fizeram um jantar pra receber a galera. Como eu disse, pessoas muito simples, íntegras e divertidas que me fizeram rever meus preconceitos.
Marco estava em outro hostel, da mesma rede que o nosso, e através dele conhecemos a outra israelense que também se juntou ao grupo da bagunça, Reut, que já trabalhou no serviço de inteligência do exército, e está só a oito meses viajando pela américa latina, na base do mochilão. A pessoa mais tranquila, paciente e divertida que encontramos, que não reclamava quando a gente pedia pra ela ensinar a gente a falar isso ou aquilo em hebreu.
Por intermédio da Reut conhecemos Yael, outra israelense divertidíssima, que não perdia uma chance de fazer piada ou algum comentário engraçado sobre as diferentes situações que passávamos. E a última a fazer parte dessa galera foi a doce canadense Caitlin, que era uma gracinha mesmo(ou gracin no sotaque mineiro da Renata). Minha maior lembrança dela vai ser a gente atravessando a nove de julho de mãos dadas, de madrugada, rindo feito idiotas.
Óbvio que conheci mais gente, como o australiano Stuart e os alemães que tiveram a pior primeira noite no hostel, quando um bêbado maluco vomitou no quarto de madrugada e mesmo assim, putos da cara, ainda tentaram ajudar o mané. Mas a galera que citei antes é aquele que eu pretendo manter contato. Com a qual eu sei que ainda vamos dar muitas risadas lembrando de momentos como as “sweet onions” da Renata, que não sabe a diferença de sal e açúcar. rs
Momentos como o passeio inesquecível no Zoológico de Lujàn com um tigre tomando leite na minha mão ou alimentando um elefante. Dar risada dos argentinos TODOS de óculos de sol na night e ver o sol nascer, saindo da balada. A gente, não o sol. Pagar mico na aula de tango que só tinha gente com mais de sessenta anos. Dar risada do embromation da americana tentando falar espanhol (HASTA LUEGAAAA!!!), ou simplesmente os momentos em que o bordão da viagem SOU MUITO FAMOSO NO BRASIL era usada. Tudo isso vai ficar guardado.
Uma vez a Ana Paula me disse que eu não sei lidar com a perda, com o que concordei prontamente. Mas voltando dessa viagem percebi que amadureci de lá pra cá, percebendo que não fiquei deprimido quando o último dia foi se aproximando. Sem essas pirações de encontrar ou não as pessoas novamente. Sei que muitos deles não vou ver nunca mais, mas as lembranças que ficaram desse povo maluco é suficiente pra amenizar a falta que eles farão. E como ouvi muitas vezes dos israelenses: you only live once. Então meu amigo o negócio é mesmo e deixar a vida te levar.

Realmente esta viagem foi divertida!!! Fazer novos amigos e dar risadas dos micos é algo realmente marcante…
Graças às redes sociais os contatos seguem vivos a espera do reencontro dessa turma…
Hasta luega!!! rs